domingo, 10 de janeiro de 2010

Maré cheia!


Meu amor é mar de você.
é transbordante, maré cheia,
ressaca de vida e maré...cheia.
Meu amor é amar de você.
quase mar...quase amor,
ressaca de lua...de quase mar.
Meu amor é quase você.
maré vazante....quase cheia,
quase você!

Luiz wood

domingo, 3 de janeiro de 2010

não se surpreenda!


Não se surpreenda,
um dia desses, comum,
a saudade vai te acordar!
Não se surpreenda,
terá sol, terá luz, terá vida,
faltará o bom dia!
Não se surpreenda,
seu levantar e andar serão os mesmos,
não terá o caminho!
Não se surpreenda,
você sorrirá e cantará,
embora sem a poesia!
Não se surpreenda,
um dia desses, comum,
a saudade,
a saudade vai te acordar!

Luiz wood

sábado, 2 de janeiro de 2010

esse dia chegará!


Haverá o dia,
em que tudo passará!
Minhas mãos esquecerão as suas,
e a minha boca indecente,
nem se lembrará da tua!
O meu suor,
estará na cama,
mas você não estará!
Algumas músicas irão embalar,
uma nova história, linda talvez,
e você não as ouvirá!
Haverá o dia,
em que tudo voltará!
Mas você,
você ficará!
Haverá esse dia,
e um dia bastará,
apenas um dia e nada mais!

Luiz wood

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O homem, a nuvem e a gola do casaco!


Olhou pro alto, nuvens de chuva, negras nuvens!
Ele ali parado contemplando nuvens...estranhas formas, nuvens-objetos, nuvens-animais, nuvens-coisas, nuvens carregadas...nuvens negras! Um temporal vem por ai!
Ali, veja, ali mais à esquerda, uma nuvem-dragão...mas olhe depressa, venta muito e ela se tranformará quando você menos esperar! Pronto, o vento desmanchou o dragão....restou nuvem!
Olhos no céu, calçada úmida, guarda-chuva inútil!
Sem vontade de sair do lugar, à despeito da chuva, dos raios e trovões! Apenas ficou ali parado, olhando pro céu! Vai chover!
Observando nuvens!
Uma girafa, um leão, uma mão, quase garra....mas o vento as muda, o vento muda tudo!
Vai, com certeza, mudar nuvens também!
Levantou a gola do casaco e se foi....cabeça baixa, gola levantada!
Se foi....
O homem não mais vai voltar!
Foi o vento, o vento o desmanchou!
feito nuvem....

Luiz wood

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

...profecia!!


Um navio flutuando no espaço,
uma nuvem vermelha, e esse céu todo à se abrir! Eu vi!
Eu vi a sua boca se abrir, mas não ouço as palavras, apenas a sua boca se movendo, pelo canto dos olhos eu vejo....mas não ouço!
É como estar entorpecido! é isso...estou entorpecido, eu acho!
A lua é enorme, o céu se abrindo e engolindo o meu navio...Ah! não há mais regresso, palavras foram proferidas, maldizentes, como malditas profecias...é como estar entorpecido!

Eu não ouço..apenas vejo, pelo canto dos olhos vermelhos! Grite!
O navio zarpou e não há volta...todos à bordo, não existem ancoras, nem botes, todos à bordo, venha!
Ontem partimos...amanhã aportaremos...um navio e as nuvens vermelhas, nenhuma estrela nesse céu, o céu está escuro e nós partimos....não há ancoras, não existem botes...apenas um navio flutuando no espaço!
Estou levemente entorpecido!
Vejo sua boca vermelha se mover, mas não ouço! Grite!
Eu não ouço...
Sou apenas um navio flutuando no espaço....sem amarras!

Luiz wood

memória!


Suave....
apenas leve e suave,
como tudo deveria ser,
como você deveria ser,
leve e suave,
mas não é....
é apenas um lugar,
na memória,
no livro,
em algum tempo!

Luiz wood

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

...deveria ser mais fácil! não é!


Deveria ser mais fácil, pensei que fosse;...
não é!
o tempo passa, a vida passa, as ruas, a chuva...o sol!
mas esse nó na garganta....
essa coisa estranha...
essa falta do adeus!
algumas coisas ficam ainda...
deveria ser mais fácil, pensei que fosse;...
não é!
deveria ser como um coma,...
uma despedida lenta, dolorida mas lenta;...
a morte súbita é mais cruel....ela não passa!
ela fica;...
eu e ela ficamos, apenas nós....mais ninguém,
nem você, nem ninguém;...
fica a sombra;...
faltou o olhar do adeus,
sobrou...a crueza da indiferença,
o tapa....do tanto faz!
deveria ser mais fácil, pensei que fosse;...
não é!

Luiz wood